2 longas semanas de esforço chegadas ao fim
Finalmente, posso sentar-me aqui descansada, sem ter de pensar no maldito relatório, que me disseram que «demorou 2000 anos a fazer». E é bem verdade. Ficou feito e ficou bem feito! Valeu bem a pena o esforço e as horas de sono perdidas para chegar a este momento de prazer e poder escrever, ouvir música e saber que posso ir para a caminha quando bem me apetecer e não, quando tiver de ser. Por pior que seja a fase ou o momento da nossa vida pelo qual estejamos a passar, haverá sempre tempo de convívio e festa, de estar com os amigos e rir, de falar de nada e estar com eles apenas. É muito bom!!!Estou felicíssima por saber que, depois disto tudo, destas duas longas semanas vou voltar a casa para descansar, distrair-me e estar com os amigos, se possível com todos ao mesmo tempo :)
A amizade, quando é verdadeira, é uma coisa do outro mundo (toda a gente o diz e eu assim o sinto). Não há expectativas, não se exige mais do que o que nos podem dar, temos paciência para eles. Mesmo sabendo, às vezes, que nos podem dar muito mais, esperamos calmente até esse momento chegar. Não há pressa porque o percurso é o mais importante. Um fim de semana nunca está perdido, quer os nossos amigos estejam bem, quer estejam mal. Se estiverem em baixo, podemos estar com eles e procurar conversar, animá-los ou, simplesmente, conhecê los melhor e à fase por que estão a passar. Se estiverem bem, ui, então, é uma festa. Aí, até de baixo da ponte se está bem. Para mim não interessa, nem nunca vai interessar o sítio onde se está, desde que esteja bem acompanhada.
Isto parece o discurso de uma pita de 16 anos que está a fazer amizades mais a sério pela primeira vez ou um texto banal sobre um assunto muito gasto. Pouco me importa, apenas exprimo aquilo que sinto e, quando nos sentimos bem, gostamos de partilhar. Não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que me sinto assim e, de certeza, que não será a última. Apenas quero frisar que nesta vida é preciso ter paciência, pois todos os esforços que fazemos darão os seus frutos mais tarde, o tempo é que não anda mais depressa, senão tínhamos de imediato, aquilo por que estávamos a lutar. É preciso calma e muita paciência com as pessoas, com as situações e com nós mesmos. Isto dirige-se também (sobretudo) a mim, eu preciso de me convencer disto, pois perco essa calma e paciência muitas vezes, por saber que os frutos vão ser bons e tenho de esperar para ver. É preciso não entrar em stress quando tudo parece andar para trás, ou desistir por qualquer contrariedade. A paciência compensar-nos-á.
Ao reler isto que escrevi até me pareceu um discurso à Dalai Lama ou de uma pessoa com uma grande experiência de vida ou com doutoramentos em desenvolvimento social e pessoal, o que é uma grande treta! Continuo a escrever mas já me arrependi de ter escrito isto tudo. Acho que isto só faz sentido para mim e se fizer para mais alguém é porque está em sintonia comigo e com aquilo que penso. Sabem, detesto ser julgada, é o que é! E detesto que subestimem algo que é muito importante para mim. Fogo, isto já está muito loongo! Desta vez não saiu bem. Vou culpar a hora tardia e os meus neurónios cansados pela elaboração do relatório. Té à próxima!

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